Advocacia Colaborativa

A advocacia colaborativa surge nos EUA por Stuart Webb, um advogado de família de Minnesota, atento às grandes perdas dos  processos judiciais de questões familiares, onde nunca haviam ganhadores, mas sempre perdedores, haja vista a sentença na maioria das vezes não resolver o conflito.

Nesta proposta de distinta advocacia não há adversários, mas sim pessoas com diferentes interesses e necessidades.

Essa prática vem atraindo muitos advogados que percebem a essência da prática colaborativa como instrumento, inclusive, de pacificação social. A prática colaborativa foca não só a questão objetiva, mas também questões subjetivas que em regra são as que dão início ao conflito. Há um cuidado personalizado com as pessoas e os relacionamentos.

O processo caracteriza-se por ser confidencial, onde resguarda-se a intimidade das partes e o suporte jurídico é altamente qualificado. As questões financeiras e econômicas da família, neste contexto, merecerão atenção especial, sendo estudadas e avaliadas por um profissional capacitado em finanças, chamado neste contexto colaborativo de NEUTRO.

As questões de cunho emocional, por sua vez, são atendidas pelo COACH, normalmente um profissional da área da saúde que é convidado quando necessário para atender aquele que necessitar deste amparo. Existe ainda, a possibilidade de se convidar também profissional especializado em infância e juventude, bem como outros de acordo com o caso concreto.

Dentro desta tessitura, uma rede de profissionais gabaritados estarão à disposição das partes, unidos com uma postura colaborativa, trabalhando em prol da família.

Os advogados envolvidos devem necessariamente ser colaborativos, vez que assinarão um termo de não litigância e empenhar-se-ão juntos, cada qual pelo seu cliente, mas com a mesma intenção: que a reorganização familiar possa se dar da melhor forma possível.

Em caso de sucesso na construção do acordo é possível homologação judicial ou registro em cartório.

Como os advogados não representam ameaça mútua, o ambiente se torna protegido e o diálogo é facilitado. O processo de negociação é transparente e as partes participam ativamente na construção do acordo. Caso não ocorra o mesmo, os advogados estão impedidos de litigar no caso. São aplicadas técnicas e habilidades da mediação.

Os proveitos da prática são inúmeros: a celeridade do processo é significativa; o sigilo é total (v.g. não necessidade de exposição fática em juízo); desgaste emocional reduzido; custos financeiros diminuídos; avaliação patrimonial e estudo feito por profissional habilitado para evitar perdas; conferida atenção especial as questões emocionais; construção de diálogo; as partes terão voz e serão essenciais na construção do acordo.